Porém, está difícil a concretização da paz. Por quê?
Há a palavra paz entre muitas que utilizamos sem preocupação no cotidiano. Dizem que os povos buscam a paz e que este desejo está alojado no fundo do coração de cada um dos seres humanos. Desejam viver em paz com toda a família e discutem como viabilizá-la no mundo.
A palavra paz, em japonês, se diz "heiwa".
"Hei", além de significar tranquilidade, também significa igualdade.
"Wa" significa harmonia.
Assim, "heiwa" expressa o ambiente harmonioso e de igualdade, e contém uma força misteriosa, pois se o mundo for de igualdade, os corações das pessoas se harmonizarão.
No entanto, no mundo ainda ocorrem muitos conflitos, destruindo a paz e proporcionando a insegurança. Mesmo ao nosso redor, os atritos entre os familiares destroem a harmonia do lar. Quando se pensa em como fazer para criar a verdadeira paz, eliminando os atritos, a ordem correta é começar com o esforço em procurar a raiz, razão, desses atritos. Muitas vezes, os atritos nascem do medo, da ignorância, da falta de compreensão e das disputas causadas pela ambição. Não teria se originado, também, de um pequeno egoísmo?
Não há outra solução senão se esforçar em ajudar os próximos e tentar compreendê-los.
Primeiramente, para a compreensão mútua, ultrapassando os preconceitos, é necessário entender a história, os costumes e os pensamentos de cada povo, sendo essencial entender o que determinam as mudanças na forma de viver e pensar deles. Não se deve criticar os outros, forçando-os a aceitar determinada forma de viver e pensar, ignorando o fato de que os hábitos e costumes foram formados naturalmente ao longo do tempo e são diferentes de acordo com as condições regionais.
Segundo ponto. Existem diferenças nas feições entre diversas raças humanas. Todo ser humano foi criado por Deus-Parens e por ele é protegido. Todos foram criados igualmente e, pela providência divina, puderam se adaptar às mais diversas regiões para sobreviverem. Desta forma, é errado possuir o espírito de preconceito em relação às diferenças raciais.
O terceiro ponto refere-se à compreensão de que todos os seres humanos foram criados por Deus-Parens, e por esta razão são irmãos. Também são vivificados e protegidos, tomando o corpo emprestado de Deus.
Estes pensamentos também se aplicam aos outros animais e à natureza. Todos vivem de acordo com as respectivas condições geográficas. Na natureza existe a ajuda mútua; havendo o desequilíbrio, ocorrem as catástrofes ‘naturais’. Este processo não é diferente quando se pensa em todos os países do mundo ou na sociedade em que vivemos.
As mercadorias produzidas perdem o seu valor se não existirem interessados em comprá-los ou em consumi-los. Tanto ajudamos os outros com o nosso trabalho, assim como somos ajudados pelos trabalhos produzidos por eles.
Este pensamento se enquadra também no relacionamento entre os familiares. Podemos manter a harmonia na família quando o pai e a mãe assumem as suas devidas funções, isto é, com papéis de igual valor e trabalhos de forma equilibrada.
Por exemplo, se faltasse um dedo na mão ou se todos os dedos fossem iguais, não haveria um certo incômodo para pegar as coisas? Assim, todos os dedos possuem igualmente as mesmas e importantes funções para o objetivo de pegar as coisas.
Este é o conceito de ajuda mútua e de união espiritual. Sendo que união espiritual é a aproximação dos espíritos de todas as pessoas.
Existe o desejo da paz universal no coração dos seres humanos e muitos já lutaram ou lutam intensamente em realizar este desejo. E, apesar de todo o desenvolvimento científico, do progresso da inteligência, ainda não temos o privilégio de presenciar a era da paz. A paz nasce do esforço de união, em meio à compreensão e ajuda mútua. A ciência e a inteligência devem ser valorizadas e direcionais apenas para este pensamento e objetivo.
A vida de plena alegria e felicidade idealizada por Deus-Parens é a imagem da paz.