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IGREJA TENRIKYO
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Cronologia
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O profundo amor parental do Shimbashira Shozen Nakayama fez florescer novas esperanças entre os fiéis residentes no Brasil e foi pronta a resposta, constituindo-se a primeira e alegre caravana de regresso a Jiba, para a celebração dos 50 Anos do Ocultamento Físico de Oyassama.
Neste intervalo, no dia 13 de novembro de 1935, o missionário Zen-nosuke Negoro, imigrante radicado no Brasil desde 1927, recebia a permissão de Jiba para a fundação da Igreja Noroeste, a primeira a ser estabelecida em terras brasileiras.
Ainda, encerradas as atividades dos 50 Anos de Ocultamento Físico de Oyassama, Chujiro Otake também teve um importante compromisso na Terra Parental. No dia 17 de fevereiro de 1936 recebeu a autorização da Sede para a fundação da Igreja Bauru. Neste mesmo dia, sua esposa Chiyo recebeu a permissão para ser a condutora da Igreja Paulista.
Também, no mesmo ano, foram fundadas as Igrejas: Promissão (14 de maio, rev. Guenkiti Morikawa); Penápolis (11 de agosto, rev. Kanekichi Kitano); e Marília (16 de agosto, rev. Sumi Nozaki).
Antes de voltarem ao Brasil portando os símbolos divinos das respecivas igrejas recém constituídas, Chujiro e Chiyo, o Shimbashira lhes perguntou:
"Ano que vem é o Centenário da Revelação Divina. Vocês poderão regressar novamente?"
Fatos e Memórias
Igreja Noroeste - pioneira no Brasil
Tem como precursor o reverendo Zen-nosuke Negoro, o qual, recebendo a graça da cura através do recebimento da ministração do Sazuke, determinou-se dedicar ao caminho único da salvação.
Concluiu o Seminário Bekka em 1925 e partiu em missionamento na cidade Osaka. Decidindo colocar em prática sua determinação, em 1927, migrou para o Brasil, estabelecendo-se com a família na Fazenda Invernada, no noroeste paulista.
Posteriormente, a partir de 1928, juntando forças com Fudekichi Tanaka, construíram um recinto de reverência no bairro Araponga, Estação Penápolis, às margens da linha férrea Noroeste, e lá se empenhou no missionamento.
Pouco antes dos 50 Anos do Ocultamento Físico de Oyassama (26/01/1936), em setembro de 1935, Zen-nosuke Negoro regressa a Jiba e, no dia 13 de novembro, recebe a permissão de fundação da Igreja Noroeste, a primeira em solo brasileiro, e a de condutor.
Em 1936, a família Negoro muda-se para a Colônia Bora, e, em 1937, através do Sr. Morita recebem um terreno,onde é instalada a nova igreja.
Através da caravana para o Centenário da Revelação Divina (26/10/1937), o primogênito Koiti Negoro regressa a Jiba. Ingressou no Seminário Bekka, porém, no decorrer do curso veio a retornar, em 1938, deixando esposa e dois filhos.
O Rev. Zen-nosuke Negoro também vem a retornar no mês de abril de 1939. Na ausência de um sucessor, é nomeado como segundo condutor o rev. Kinshiro Nozu, que se dedica por 15 anos.
Em 1954, o segundo filho de Zen-nosuke Negoro, Massaharu, assume como terceiro condutor da Igreja Noroeste. Considerando o espaço limitado e a dificuldade de transporte até a igreja, em 1959, deliberam pela transferência para a cidade de Promissão. Em fevereiro de 1961 tem inicio a construção do recinto de reverência. E, no dia 19 de novembro é realizada a cerimônia inaugural, com a presença do Primaz Chujiro Otake. Pouco antes, no dia 12 de julho, reverendo Massaharu fora nomeado diretor da Sede de Dendotyo. Após, por problemas de saúde, rev. Massaharu, fica impossibilitado de conduzir normalmente os trabalhos da igreja.
Neste ínterim, Yoshimitsu Negoro, filho primogênito do falecido senhor Koiti Negoro, regressa a Jiba, conclui o seminário Shuyoka, o Curso de Habilitação de Condutor e ingressa no curso Senshuka. Após 3 anos dedicando-se à Igreja-Mor Kita e à Igreja superior, em 26 de março de1966, recebe a permissão para ser o quarto condutor da Igreja Noroeste, aos 31 anos de idade. Casa-se com a senhora Kinko volta para o Brasil. Em 25 de outubro é realizada a Cerimônia de Posse, sendo esta a do primeiro nissei brasileiro. Dias antes, no dia 12, ocorreu o retornamento do reverendo Massaharu.
Em 1981, a igreja é transferida para a cidade de Embu-Guaçu, vizinha à capital paulista
A Igreja Noroeste possui uma filial, Igreja Curitiba, inaugurada no mesmo ano da posse do atual condutor, rev. Yoshimitsu Negoro.
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Ao ser questionado pelo Shimbashira, se regressaria também para as comemorações do centenário da Revelação Divina, ainda que sem a devida convicção, Chujiro respondeu afirmativamente e voltando ao Brasil, logo começou a ser planejada a segunda caravana de regresso a Jiba.
Conseguiu-se formar um grupo de 86 pessoas, partindo do Porto de Santos no dia 2 de agosto de 1937. Nesta oportunidade, três novas igrejas receberam a razão da permissão de fundação de Jiba: Nanpaku (Mitsutaro Soraji), Brasil (Kisaku Kajiyama) e Nippaku (Kusumatsu Yoshizaki).
Somando-se cinco igrejas fundadas em dois anos, começou-se a esboçar uma organização religiosa no Brasil, com a criação da Associação dos Missionários Kyoshi-kai e a Associação Feminina, em 1939. E, em 1940, era fundada a Associação dos Moços.
Ainda, em 1940, como representante da Tenrikyo nas comemorações dos 2600 anos do Império Japonês, Chujiro Otake pôde regressar mais uma vez ao Japão. Durante a viagem já pôde sentir os efeitos da Segunda Grande Guerra. Ao desembarcar, espantou-se com a situação país, também em plena guerra. Após cumprir os compromissos das festividades, em Tenri, Chujiro participou do Curso de Doutrina de dez dias e foi nomeado presidente da Associação Geral dos Fiéis (Ichiu-kai) do Brasil. Em 1941 esta associação englobaria todas as demais associações (dos missionários, feminina e dos moços).
A visita de Chujiro aos pais, em Shingu, acabou se tornando breve e foi o último encontro com a sua mãe. Logo foi chamado de volta à Sede para uma reunião administrativa, que teve também a participação dos missionários dos Estados Unidos e Canadá, para tratar de suas situações com relação à guerra.
Sob consenso, todos voltaram aos seus respectivos países, havendo muita tensão no trajeto. Quando Chujiro desembarcou em Santos, o Brasil ainda se declarava neutro.
Porém, em dezembro de 1941, houve o ataque japonês à base de Pearl Harbor e, em 29 de janeiro de 1942, o Brasil rompeu relações com os países do eixo (Alemanha, Itália e Japão), declarando estado de guerra. O movimento migratório japonês encerrara o fluxo em agosto de 1941 e medidas internas cercearam a liberdade dos ‘inimigos’.
Nesta época, existiam diversos grupos de fiéis que desejavam receber a permissão para a fundação de igreja. Porém, devido à situação mundial, foram adiadas. Desta forma, nos anos de 1941 e 1942, na qualidade de Representação Missionária do Brasil, permitiu-se a fundação das casas de divulgação Ribeirão, Londrina, São Paulo, Pompeia, Paineira e Três Barras.
Fatos e Memórias
Em 1940, pude regressar a Jiba novamente e, naquela ocasião, após fazer a reverência na Sede da Igreja, fui me encontrar com os meus pais. A alegria foi muito grande. Pretendia fazer a dedicação filial, quando me chamaram:
- Senhor Otake, chegou um telegrama urgente para o senhor!
"Preciso falar-lhe com urgência. Assunto importante. Volte imediatamente."
Meu pai só pode dizer: "vá e se esforce" e este foi meu último encontro com a minha mãe.
O assunto se referia à situação crítica que se aproximava com o início da guerra. O mestre Keigoro Moroi sugeriu que eu chamasse a minha família de volta ao Japão enquanto havia tempo.
- Não! É nesse momento que eu preciso voltar ao Brasil e ficar ao lado dos fiéis. A minha intenção é dar toda a assistência aos colegas da fé - respondi.
- Obrigado pela resposta. Fiquei mais tranquilo. Caso a guerra comece realmente, a Sede da Igreja não poderá fazer mais nada. Por isso, se estiver no Brasil, ficarei mais tranquilo e aliviado - disse o mestre Moroi.
Ainda, enquanto era servido um delicioso jantar, as pessoas comentaram: "não é normal a Sede da Igreja oferecer este banquete para nós. Isto significa uma despedida?" Mestre Moroi disse que não era esta intenção, mas tive essa leve impressão e logo voltei para o Brasil.
Como previsto, teve início a guerra. O governo brasileiro tomou rigorosas medidas e passou a perseguir os japoneses. Nessa época fiquei preso durante um ano e três meses e tenho muitas recordações do presídio.
*do relato de Chujiro Otake, em 25/01/1981, na Biblioteca Tenri, em Jiba, relativo aos fatos de seu regresso a Jiba, em 1940
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Anunciado o rompimento diplomático e comercial do Brasil com os países do Eixo, em 28/01/1942, já no dia seguinte, a Delegacia de Ordem Pública e Social baixava as regulamentações de controle das atividades dos estrangeiros, considerados inimigos. Foi proibido os usos dos idiomas japonês, italiano e alemão em publicações, reuniões ou locais públicos. O direito de ir e vir também foi coibido, sendo permitido apenas com salvo-conduto.
Iniciava-se o período negro na caminhada da fé. Muitos missionários foram presos e os recintos de reverência, lacrados. Reverendo Chujiro Otake ficou preso durante 18 meses e ganhou a liberdade condicional em maio de 1943, mas com circulação restrita à cidade de São Paulo.
Apesar de enfraquecido pelo longo tempo de prisão, aproveitou para colocar em prática as orientações da Sede, instaurando a Academia de Treinamento Espiritual - Rensei Dojo, nas dependências da Casa de Divulgação São Paulo, do reverendo Takeshi Ota. Alugando um terreno vizinho, instalaram uma fábrica de utensílios de alumínio, como forma de camuflar as atividades doutrinárias, que continuavam proibidas e sob rigorosa vigilância policial.
O Rensei Dojo era um curso de seis meses de duração. Funcionou durante dois anos em São Paulo, formando quatro turmas. Estudavam a doutrina e treinavam a Dança das Mãos, vivendo sob o mesmo teto, com o único ideal de tornarem-se yobokus - instrumentos de Oyassama.
Fatos & Memórias
Teve início a guerra. Nessa época fiquei preso durante um ano e três meses e tenho muitas recordações do presídio.
Junto comigo foi preso o militar mais graduado do exército japonês que estava aqui no Brasil e certo dia me disse:
- Nunca nos encontramos antes, mas quando estava servindo na Província de Nara fui muito bem tratado pelas pessoas da Tenrikyo...Nas ocasiões da festa de ano novo e nas grandes festas, a senhora Yoshie Nagao sempre trazia oferendas para os soldados do agrupamento de Nara. Em São Paulo também, onde eu vivia, sempre fui bem querido pelas pessoas da Tenrikyo. Por isso, tenho uma grande gratidão por vocês que seguem esta fé.
Esse sentimento, fez com que os demais detentos também passassem a admirar a Tenrikyo. E nessa ocasião, senti uma indescritível alegria e fiquei profundamente emocionado e agradecido à senhora Yoshie, filha do mestre Izo Iburi. Sua dedicação fez com que um importante militar expressasse o seu sentimento de gratidão mesmo estando no Brasil.
Após sermos libertados, já transparecia gradativamente a derrota japonesa. Mas no Brasil, muitos japoneses acreditavam na vitória e não aceitavam a ideia da derrota e isso influenciou muitos jovens da segunda geração.
No dia da rendição do Japão, após a transmissão pelo rádio, três jovens nacionalistas foram até onde estava este militar e perguntaram:
- Ei! Você acredita realmente que o Japão perdeu a guerra?
- Ouvi claramente a rendição. Tenho certeza que era a voz do imperador - respondeu o militar.
- respondeu o militar.
- Então, não há escolha. Vamos nos despedir - e em seguida, os três jovens mataram o militar.
- e em seguida, os três jovens mataram o militar.
- e em seguida, os três jovens mataram o militar.
Por acreditar nas palavras do Imperador e aceitar a derrota japonesa na guerra, eu era considerado um "coração sujo", um derrotista e a minha vida também corria perigo.
Este fato era constatado quando fazia palestras. Na véspera da última palestra a minha esposa recebeu um telefonema do fiel que eu iria visitar no dia seguinte:
- O senhor Otake marcou para amanhã a sua palestra aqui na região, mas, como há vários rumores da presença de nacionalistas, peço que cancele a viagem.
- Não se preocupe. São apenas boatos. Só terei certeza indo ao local e lá decido se faço ou não a palestra. - Respondi ao receber o recado de minha esposa.
- Respondi ao receber o recado de minha esposa.
- Respondi ao receber o recado de minha esposa.
No dia seguinte, ao acordar, tinha perdido a visão. Chamei a minha esposa e não consegui enxergar o seu rosto. Assustada, ela chamou o condutor da Igreja São Paulo, que também ficou sem saber o que fazer. Desta forma, não pude fazer a palestra. Voltei para casa e procurei um oftalmologista, que disse nada haver em meus olhos. Falou para procurar um dentista. Foi constatado uma grande inflamação no dente e, após a extração, em poucos dias a minha visão voltou ao normal.
Realmente não sei o que teria acontecido comigo se tivesse ido fazer a palestra. Somente posso dizer que recebi uma maravilhosa graça de Deus-Parens.
*do relato de Chujiro Otake na Biblioteca Tenri, em Jiba, em 25/01/1981
<<próxima atualização: set.2010>>
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Ontem à noite foi realizada a cerimônia em memória dos antepassados, o que me fez relembrar e refletir sobre muitas coisas. Afinal, foi graças aos antepassados que meu destino foi radicalmente mudado e conduzido à evolução espiritual através deste maravilhoso e imutável ensinamento transmitido por Oyassama.
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Manifesto de coração as minhas felicitações pela realização da Cerimônia Mensal de Maio do Dendotyo do Brasil. Também, como vem sendo realizado o Curso para Educadores dos Estudantes desde o ano retrasado e ano passado, agradeço sinceramente pelo precioso tempo do dia de hoje da realização da Cerimônia Mensal. Eu sou Zenkichi Tanaka da Comissão dos Encarregados da Associação dos Estudantes. Apesar da minha falta, gostaria de explanar sobre o que senti no relacionamento com os estudantes.
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