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Festa de Oseti
A programação do ano da Terra Parental se inicia com a Grande Cerimônia de Ano Novo seguida da tradicional e animada Festa de Oseti. Todos os anos, cerca de cem mil pessoas regressam a Jiba para deliciarem o zouni, espécie de sopa com bolinhos de massa de arroz assado na brasa e servido especialmente no Ano Novo japonês.
Os bolinhos de massa de arroz, conhecido como moti na língua japonesa, são oferendados pelos fiéis da tenrikyo na Sede da Igreja no dia 30. Toneladas de discos de moti são empilhados em volta dos pilares internos, próximos ao pedestal do Néctar, para serem oferendados na Grande Cerimônia de Ano Novo e no dia 4, na Abertura do Portal, Kagamibiraki, esses discos de moti são retirados e cortados por uma multidão de pessoas e preparados para serem assados e servido na Festa de Oseti.
- Festa de Oseti - a Origem
A Festa de Oseti tem sua origem desde os tempos da presença física de Nossa-mãe, Oyassama. Na Minuta da Vida de Oyassama há "..
Os movimentos dessa época estão relatados detalhadamente nas memórias do mestre Naokiti Takai intitulado "Histórias sobre a festa de oseti". "Foi definido que o dia 4 é o dia da Abertura do Portal, dia 5 a festa para os habitantes locais e os dias 6, 7 e 8 são para todos os demais fiéis". A Festa de Oseti teve sua origem mediante a grata intenção de Oyassama em querer alegrar e satisfazer todos os filhos que regressavam à Terra Parental desde o primeiro dia do ano.
Na época, "as pessoas eram recebidas entre as escadarias do local do Serviço e eram servidos cuidadosamente em bandejas individuais e em pratos individuais bardana, feijão doce cozido e ovas de arenque acompanhados de saquê de maneira que todos se servissem até ficarem satisfeitos", mas posteriormente, devido ao considerável aumento de regressantes, "em 1880, devido a falta de acomodação no local, o refeitório passou a ser em céu aberto e somente a cozinha e o mochi-yakiba, local de assar o bolinho de massa de arroz, eram pequenas cabanas de madeira".
Agora, como era o zouni daquela época? Conforme lembranças do mestre Nobu Tanaka, em meados de 1890 e 1891 o zouni era servido dentro de um recipiente, owan, e nele continha o bolinho de massa de arroz e a espécie de folha de mostarda, mizuna, que eram cozidos e adicionava-se um caldo bem quente". Aqui podemos identificar a origem do zouni que vem sendo feito até os dias atuais.
A festa de Oseti era feita aos habitantes da vila e aos fiéis regressantes, mas com o tempo, essa animação veio se expandindo gradativamente pelas regiões próximas tornando-se uma festa bastante famosa.
(Tenri Jihou, 13 de janeiro)
Curso para Sucessores - classe em português
Realizado na Terra Parental entre os dias 18 à 20 de janeiro a 19ª. Edição do Curso para Sucessores com classe em português. Participaram 30 pessoas (16 homens e 14 mulheres) entre estudantes do TLI, senshuka, ex-estudantes e dekasseguis.
A palestra 1 e 2 foram realizadas por condutores de igreja do Brasil em português. Já a palestra 3 e as palavras do Shimbashira tiveram tradução simultânea. Ainda, a exibição dos vídeos eram com legendas em português e as discussões foram feitas na própria língua.
A brasileira Luiza Akie Biondo, 21, yoboku da igreja Manaus que atualmente serve a igreja-mor como uma joshiseinen diz: "Como as discussões em grupo foram feitas na própria língua, pude conhecer melhor a opinião de cada um. Com a experiência adquirida neste curso, quando retornar ao Brasil, pretendo me tornar uma pessoa devotada como a minha avó capaz de sempre estar divulgando esta fé.
A edição do Brasil do Curso para Sucessores será realizada no dia 21 e 22 de março. Este curso é para todas as pessoas seguidoras sucessoras desta fé com a idade de 20 a 40 anos. Aos interessados, favor entrarem em contato com o condutor de sua igreja.
(Tenri Jihou, 27 de janeiro)
Relatos da casa de missionamento
Atualmente há internos das casas de missionamento praticando a divulgação durante os 365 dias do ano. São 85 pessoas sendo 13 mulheres em casas de Hokkaido que fica ao norte do Japão até o sul em Fukuoka.
A posição dos internos que espalhados praticam a divulgação por todo o território japonês são diversas, desde sucessores de igrejas, filhos de condutores a filhos de yobokus. No entanto, há também pessoas que ingressaram recentemente nesta fé como a srta. Miyuki Takano, 28, da casa de missionamento de Hyogo que conheceu a tenrikyo através de uma conhecida do serviço há quatro anos. Participou do shuyouka, curso de formação espiritual, devido a uma enfermidade e no ano anterior aos 120 Anos do Ocultamento Físico de Oyassama se tornou yoboku.
"Ingressei na tenrikyo porque fiquei impressionada com a característica dela de sempre deixar suas coisas de lado e se dedicar com afinco pelo próximo. Ela também foi uma ex-interna da casa de missionamento e me relatou suas experiências de que ‘através do encontro com inúmeros tipos de pessoas pôde amadurecer'. Isso me despertou interesse em andar pelas mesmas ruas da cidade onde ela andou".
No entanto, acabou descobrindo que sair para a divulgação diariamente era algo além do esperado. "Quando desanimava espiritualmente, chegava a não compreender porque motivo estava andando diarimente" e foi caminhando diariamente e carregando a dúvida "por que divulgar?" que foram surgindo uma após outra casas para visitar. Durante essa caminhada incessante veio a imagem da colega que apresentou a tenrikyo "foi com o sentimento materno dela me ajudou escutando os meus problemas e me trouxe até aqui". Essa situação é a postura de um missionário e o mesmo sem dúvida estava ocorrendo com ela.
Em Ehime, outra missionária Yukari Nariai, 20, aproveita o horário de almoço que é um horário um pouco difícil de divulgar para descansar e estudar os ensinamentos. Sentada em um banco da praça tira uma cópia e passa os olhos por ela. Esta ingressou na casa de missionamento logo após se formar no Colégio técnico de Tenri. "Diversas vezes senti dificuldades pois pensei ter estudado direito no colegial os ensinamentos de Deus-Parens, mas não havia feito a ponto de passar ao próximo. Foi através dessa reflexão que sempre procuro reservar um tempo do dia para estudar". Estudando diariamente, mesmo nas horas em que o desânimo vinha a dominar, pôde despertar para mais um novo ensinamento recebendo-o de forma positiva.
(Tenri Jihou, 20 de janeiro)
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