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“Viver o agora”
(por Ken Hironaga, condutor da Igreja Shuto)
Minha esposa recebeu uma mensagem em seu celular. Quem enviou foi a mãe dela que está com 87 anos. Às vezes, envia em suas mensagens anexos de fotos tiradas por si mesma.
Minha mãe criou sete filhos, mas minha sogra é uma “super mãe” que criou oito! Quando jovem, foi uma mulher cheia de conhecimentos chegando a trabalhar como professora substituta. Aprendeu a usar o celular após os 80 anos, por incentivo da filha, e isso é um fato espantoso!
No início do ano de 1955, meus pais, que eram recém-casados, foram ao Havaí, país de origem de minha mãe, praticar a divulgação na igreja a que ela pertencia durante um ano levando a mim e meu irmão. Há um episódio muito bonito que ouvia muito de meu pai.
Meu bisavô que era o primeiro condutor dessa igreja foi ao Havaí em 1907, para fazer a divulgação. A igreja foi fundada em 1931. Quando ele foi ao Havaí realizar a divulgação provavelmente já tinha 80 anos. Então, ele disse ao meu pai: “Como você é recém-formado da universidade, me ensine isso”, entregando um livro de inglês próprio para crianças. Na época, grande parte das pessoas que habitavam o Havaí eram japoneses vindos como dekasseguis, portanto não teve muita oportunidade e necessidade de aprender a língua inglesa. Já tinha 80 anos e era um idoso em idade avançada. Se quisesse um intérprete, os familiares, os jovens fiéis, enfim várias pessoas poderiam fazê-lo.
Meu pai, incrédulo com seu pedido lhe disse:
- Pai, do que vai lhe adiantar começar a estudar inglês agora? - e este lhe respondeu:
- Com certeza nesta vida não dará mais tempo, mas se começar a estudar agora, na próxima vida gostaria de só relembrar. – e lhe abriu um sorriso.
Nós aprendemos de Oyassama o verdadeiro sentido do ser humano estar vivendo. Este ensinamento é a “coisa emprestada e tomada emprestada” e a “alma é eterna”. Através da postura de minha sogra e de meu bisavô senti que eles abraçaram este ensinamento como sendo pra si mesmos.
Estou para completar 53 anos, mas ainda estou diante disso. Viver o presente pensando no amanhã. Com certeza quero chegar a isso.
(Tenri Jihou, 27 de abril)
“Agradecer Retribuindo a Graça através do Suor”
“União Espiritual através do Espírito Alegre e Animado” foi o lema do Dia do Hinokishin Geral realizado no feriado do dia 29 de abril no Japão. Já os demais países, como o dia 29 é um dia comum, realizaram no decorrer do mês de abril e maio.
Esse dia tem como objetivo a prática e unificação de todos os espíritos dos fiéis e yoboku que vêm realizando diariamente o hinokishin animadamente e com o espírito de gratidão por estar sendo vivificado, além de fortalecer os laços dos fiéis pertencentes às mesmas regiões.
Com a graça de um excelente tempo, a ação foi realizada no dia 29 em mil e 500 localidades. Só na Terra Parental, foram 4 mil e 500 participantes entre estudantes, cursistas, e pessoas que se dedicam diariamente na Sede limpando parques, instituições e terrenos baldios da cidade de Tenri.
(Tenri Jihou, 4 de maio)
Especial Dia do Hinokishin
Um dos episódios que marcou o coração de uma das participantes.
“Me emocionei vendo a postura dos jovens”
Sueko Ishida, 55 anos
Há exatamente cinco anos minha filha me disse o seguinte: “Mamãe, vou me tornar uma fiel da Tenrikyo”. Por um instante não havia entendido sua afirmação. Ao interrogá-la, me explicou que estava pedindo conselhos para uma amiga minha que inclusive tem uma casa de divulgação e resolveu ingressar na fé por si mesma. Na época, não fui contra sua decisão, mas nunca imaginei que um dia também me tornaria uma fiel da tenrikyo.
Após um ano, no Dia do Hinokishin Geral, uma turma da tenrikyo veio ao lugar onde eu trabalho, uma casa de cuidados especiais para idosos. Nessa ocasião, me espantei com a postura séria dos jovens que tinham idade da minha filha realizando a limpeza com tanta dedicação. Eles limpavam a excreção dos idosos que estavam grudadas pelos corredores alegremente! Lembro-me que fiquei extremamente emocionada.
Minha freqüência às aulas de Besseki começou logo após esse episódio.
(Tenri Jihou, 18 de maio)
Uma viagem para aliviar a “Ferida do Espírito”
Este ano o Japão e a Indonésia completam 50 anos de relações diplomáticas. E como comemoração, órfãos de desastres naturais da Indonésia que estudam em colégios do estado da Djakarta e Aceh viajaram cerca de cinco mil quilômetros para realizar o intercâmbio intercultural com jovens da Terra Parental.
Este projeto foi desenvolvido pelo governo japonês com o tema “Grande Intercâmbio entre jovens do leste asiático do século XXI” e ele vem sendo executado desde 2007 e tem a duração de cinco anos. Todos os anos, o Japão recebe cerca de seis mil jovens do leste asiático. Desta vez, recebeu cerca de 90 estudantes do ensino médio da Indonésia e dentre esse número, vinte estudantes foram enviados no dia 24 de abril à Terra Parental. Todos são jovens órfãos que perderam família e parentes em 2004 quando ocorreu o tsunami na ilha de Sumatra e no terremoto e tsunami de 2006 na ilha de Java. Foram cinco dias de intercâmbio com home stay e atividades com os estudantes de Tenri.
No dia 24, após passagem por Tóquio, foram à Terra Parental e conheceram a Universidade de Tenri. A Universidade de Tenri, após o tsunami ocorrido em 2004, realizou atividades de arrecadação de doações e mesmo após isso, veio realizando através do Projeto de Participação Internacional ajuda humanitária e intercâmbio, criando assim um forte vínculo com a Indonésia. Até chegarem ao Japão, os jovens estudantes nada sabiam e após o intercâmbio foram aos poucos se familiarizando e criou-se um ambiente descontraído e alegre.
No dia seguinte, os estudantes visitaram o Colégio de Tenri. Participaram de aulas de música, shodô e esportes. O terceiro dia foi reservado para o home stay. E na manhã do quarto dia, todos os estudantes foram conhecer o Recinto de Reverências e espantados com a estrutura, alguns faziam perguntas como “Por quê as pessoas limpam os corredores?” ou “Por quê as pessoas vem até aqui para reverenciar?”.
Durante a visita foram realizados também festas de intercâmbio com estudantes de indonésio da Universidade de Tenri e intercâmbio de wadaiko, cerimônia do chá e presenciaram também uma apresentação da banda do colégio Kyoko Gakuen.
Fumio Kumagai, que acolhera um dos estudantes durante o intercâmbio relatou o seguinte: “Ele me ligou agradecendo com o japonês que acabara de aprender várias e várias vezes. Ao acolhê-lo, senti que as crianças japonesas de hoje estão esquecendo a verdadeira essência e inocência”.
(Tenri Jihou, 11 de maio)
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