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IGREJA TENRIKYO

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Palestra Prof. Kazuo Murakami
Escrito por Prof. Kazuo Murakami   
15-Ago-2008

Palestra do Serviço Mensal da Sede Missionári - 8/junho/2008
Professor Kazuo Murakami – Professor emérito da Universidade de Tsukuba

Bom dia a todos.

Sinto-me imensamente feliz por estar fazendo a reverência na Sede Missionária e por participar da comemoração do centenário da imigração japonesa.

Apesar de estar muito distante de Jiba, poder reverenciar o Serviço Sagrado e a Dança das Mãos é de grande satisfação. Parecia estar no recinto de reverência da Sede da Igreja.

O que está marcado dentro de mim é que o Shimbashira II, reunindo os jovens sucessores da fé, dizia o seguinte: ‘o sucessores do Caminho deverão dar continuidade à igreja e isso é muito gratificante para mim. Porém, os sucessores também deverão realizar a salvação da humanidade. Para isso, é preciso de yoboku em todas as áreas e devem pensar o Caminho de um modo bem amplo. Dediquem sempre com um grande sonho e objetivo.'

Ouvi estas palavras quando estava no colegial. O Shimbashira II, há mais de 50, 60 anos, já dizia que os jovens de Tenri deveriam pensar em ir à Lua. Naquela época, ninguém imaginaria uma coisa dessa. Mas ao ouvir isso, fiquei extremamente emocionado pela sua ampla visão.

O fato de eu estar hoje aqui, logicamente é graças ao trabalho de Deus-Parens, mas também ao grande amor paterno do Shimbashira. E desejo ser útil ao Caminho da fé.

Atualmente, estamos pesquisando o riso juntamente com a companhia de comédia Yoshimoto. A Yoshimoto é a maior companhia de entretenimento do Japão. Até então, vinha fazendo pesquisas com a ajuda de muitas pessoas, mas nunca imaginei que um dia pesquisaria junto com a companhia Yoshimoto. Na vida realmente acontecem encontros inesperados e maravilhosos.

Juntamente com a companhia Yoshimoto iniciamos uma pesquisa para verificar qual gene era ativado através do riso, da risada. Ate agora, tinha-se a idéia de que as características genéticas eram imutáveis. Recebemos os genes dos nossos pais e transmitimos aos filhos. Isso não mudava.

As recentes pesquisas descobriram que os genes podem ser mudados. O motivo dessa mudança é que no gene existe um interruptor ‘liga' e ‘desliga', ou seja, ativar ou desativar. Ativar o gene é fazê-lo trabalhar e desativar é interromper o seu trabalho.

Atualmente, o genoma humano está totalmente decodificado, e chegou-se à conclusão de que de todo o DNA humano, os que estão trabalhando é de apensas 2% dos genes. Somente o trabalho de 2% dos genes é conhecido. Não se sabe o que fazem o restante dos 98% do DNA. Se estão adormecidos ou se estão esperando para trabalharem no futuro. Sendo assim, se for possível acordar os bons genes adormecidos, e desligar os maus genes que estão trabalhando, por exemplo, da doença, desligando-o, isso aumentaria em muito as várias expectativas da vida do ser humano. Através da ciência, isso poderia causar uma grande transformação. É algo excitante. Assim, iniciamos a pesquisa para ver qual gene era ativado através do riso

Fizemos a pesquisa com dois grupos. Um grupo era de jovens estudantes e outro de diabéticos. Como não temos muitos estudantes, hoje falarei sobre a pesquisa com os diabéticos.

Pesquisar cientificamente o riso é algo muito difícil. Isso porque há diferenças entre as pessoas. Existem diferenças de riso entre os japoneses e os brasileiros. No Japão, a risada de uma mulher de Osaka e de Tokyo são diferentes. Há diferenças entre as idades também. Assim, a pesquisa científica não é muito simples.

Depois de pensar fizemos o seguinte:

A experiência foi feita em dois dias. Reunimos 25 voluntários diabéticos na Universidade e servimos o almoço. Logo em seguida, ouviram uma aula do professor da universidade sobre o mecanismo da diabetes. Como sabem, a aula de um professor universitário não é nada interessante, é de difícil compreensão e ele não tem bom humor. Não pedimos para fazer uma aula maçante, mas uma aula comum de 40 minutos. Depois medimos a glicemia. Antes da refeição tínhamos feito uma medição e comparamos com a medição após o almoço e da aula. Depois da aula sem graça, houve um aumento de aproximadamente 123 mg de taxa de glicose nas pessoas. Foi acima do que esperávamos. Ainda não medi a taxa das pessoas após ouvirem as palestras dos mestres do Caminho.

No dia seguinte, na mesma hora, ao invés da aula, todos assistiram à uma comédia. A diferença com o dia anterior foi da aula para a comédia. A Yoshimoto enviou a dupla de comediantes chamado B&B. Lembrem-se desse nome B&B. Antes de começar falei para a dupla ‘se a experiência for um sucesso, com certeza ficará para a história da pesquisa na área de diabetes'. Isso porque até aquele momento, ninguém tinha feito a pesquisa entre a taxa de glicose e o riso, entre o riso e os genes.

Todos deram muitas risadas com dupla B&B e fizemos a medição. No dia anterior, depois da aula, tinha aumentado 123 mg de taxa de glicose e depois das risadas, tinha aumentado somente 77 mg. A diferença entre a aula e a comédia foi de 46 mg. De 123 mg para 77 mg. Os médicos que cuidam dos diabéticos ficaram espantados com o resultado. Somente com o riso baixou a glicemia. Ao levar essa idéia aos especialistas em diabetes, muitos disseram ‘não podemos levar a sério uma experiência como essa'. Porém, o resultado foi inesperado. Para a experiência, recebemos ajuda também do Hospital Ikoi-no-Iê de Tenri. Fizemos uma pesquisa conjunta. Assim, todos os anos repetimos a experiência com pacientes diferentes e comediantes. Em todas, a taxa de glicemia diminuiu.

Após a primeira experiência, uma agência de notícias publicou sobre a pesquisa em todo o mundo. Ficamos conhecidos mundialmente. Isso atraiu a atenção de todos. Isso porque, com o avanço das pesquisas, os hospitais, ao invés dos remédios, poderiam ser dados vídeos de comédias aos pacientes. Mais adiante, isso poderia mudar a qualidade do tratamento médico. O nosso sonho aumentou.

A medicina atual está bem avançada. Porém, os procedimentos médicos, visto pelo lado dos pacientes não é nada agradável. Todos desejam evitar as cirurgias. Nem desejam tomar remédios. Não sei se hoje tem pessoas relacionadas aos laboratórios, pois fica um pouco difícil falar sobre isso.

Tenho um amigo dono de laboratório. Ele quase não toma remédios. Isso porque ele sabe perfeitamente que os remédios causam efeitos colaterais. Não existe remédio que não tenha efeito colateral. O que não tem efeito colateral não faz efeito. O remédio que faz efeito tem efeito colateral.

Atualmente, nos Estados Unidos mais de 100 mil pessoas morrem durante um ano com os efeitos colaterais dos remédios. Isso foi publicado nas revistas médicas. Na China dizem que no mínimo são 200 mil pessoas que morrem por causa dos remédios. Mas, como é coisa da China, poderia ser mais de dois milhões de pessoas que morrem anualmente.

No remédio existe o problema do efeito colateral. Entretanto, no riso não existe isso. Não há pessoa que caiu de tanto dar risada e morreu. A barriga pode doer, a dentadura pode escapar, mas ninguém morre por causa do riso. Deste modo, até agora fizemos por anos seguidos essa experiência. Em todas, a taxa diminuiu.

Passei a relatar essa experiência para as pessoas em geral e recebi também muitas perguntas dos diabéticos. O mais engraçado foi quando me perguntaram onde era vendido o remédio B&B. Pensei que fosse brincadeira mas, a pessoa tinha feito a pergunta seriamente. Assim, percebi o quanto as pessoas não prestam atenção no que as outras falam e também quando o assunto é doença, os enfermos logo pensam em remédio. Mas o que estou falando não é remédio, é comédia. Sendo incentivado pelas perguntas, junto com a Yoshimoto, decidimos elaborar um DVD chamado ‘DVD que convida ao riso' e atualmente está sendo vendido nas lojas.

Fiquei muito empolgado com o riso e entrei para a Academia do Riso do Japão. O que aprendi ao entrar na academia é que o riso é uma coisa muito séria. Isso porque, em qualquer país que tem uma cultura religiosa aparece algo relacionado ao riso.

Se tiver tempo, gostaria de falar sobre o líder espiritual tibetano Dalai Lama. Encontrei-me com ele por quatro vezes para debates. Ele é uma pessoa muito alegre e animada. Há pessoas que dizem que o budismo é a religião do riso.

Assim, o riso tem relação tanto com deuses como budas.

Parece que o início da comédia tem ligação com o budismo. O sermão na era algo engraçado para as pessoas. Por isso, os bonzos, para que as pessoas entendessem a doutrina budista, passaram a pregar de uma forma divertida. Talvez isso seja o início da comédia.

Uma das coisas que achei divertido na Academia do Riso foi saber o feto, o bebê que está na barriga também dá risada. Vendo o slide, aos oito meses, quando a mãe está contente, o bebê parece que sorri.

Porém, eu tenho dúvidas, pois será que perguntaram ao bebê se algo era engraçado? A criança recém-nascida também sorri. Dizem ser o sorrido de um anjo. A criança fica totalmente sob os cuidados da mãe e do pai e como não tem nada para retribuir, o riso e o sorriso são as manifestações para alegrar e contentar os pais. É o hinokishin da criança em relação aos pais. Entretanto, aquele sorriso não foi ensinado pelos pais. Aos 10 dias já começa a sorrir. Nenhum pai ensina a criança recém-nascida a sorrir. É algo que surge naturalmente, e isso significa que a criança já nasceu com a capacidade de sorrir.

Em outras palavras, o ser humano já possui o gene do riso. Para provar isso, já pesquisamos quase todos os genes humanos. Descobrimos qual gene é ativado e qual gene é desativado através do riso. Foi encerrada a primeira parte das pesquisas na escolha de qual gene fica ligado e qual fica desligado. O resultado saiu em janeiro do ano da celebração dos 120 anos do Ocultamento Físico de Oyassama. Ficamos emocionados. Pesquisamos 40 mil genes para saber qual era ativado através do riso. Em março deste ano, dentro do nosso grupo, com este resultado, houve o primeiro pesquisador a ter um doutorado sobre o gene e o riso. É o primeiro título de ‘doutor em gene e riso' do mundo.

Estou fazendo a pesquisa na área genética há mais de 25 anos e passei a sentir uma coisa diferente. Se mudarmos o trabalho do espírito, a nossa mente, poderia mudar o trabalho dos genes. Ativaria ou desativaria os genes.

Mesmo mudando o espírito, o código genético não muda, mas o seu ligar e o desligar. Isso significa mudar o seu trabalho. O espírito alegre e animado ativa os bons genes. É exatamente como Oyassama ensinou. Ou seja, a alegria, o prazer, a animação, emoção, gratidão e até mesmo a oração sincera ativariam os bons genes. E a tristeza, o negativismo, a preocupação, a aflição, o medo e o desespero ativariam os maus genes.

Pensando assim, passei a pesquisar para poder provar cientificamente esse meu pensamento. O meu objetivo é fazer pesquisas científicas que estejam baseadas no ensinamento de Deus-Parens e Oyassama. Este é uma das minhas determinações espirituais.

A pesquisa em que mais tempo eu me dediquei não foi sobre isso. Eu estudei no Colégio de Tenri, em Nara. Este colégio é famoso pelas equipes de baseball, judô e rugby e não é indicado para entrar em boas universidades. Entrei na Universidade de Kyoto. Sofri represálias dos veteranos e por muitas vezes chorei de tristeza. Assim, para me tornar alguém na vida, quando estava com 27 anos, surgiu a oportunidade de ir aos Estados Unidos. Essa foi a minha grande chance de crescer.

Os meus genes não mudaram por causa de ter-me mudado do Japão para os Estados Unidos. Os genes não mudam. O ambiente é que mudou. Com a mudança de ambiente alguns dos genes foram ativados.

Na época, há 45 anos, os Estados Unidos era um país maravilhoso. Isso porque o meu salário aumentou 10 vezes. Quando o ser humano é reconhecido ele fica feliz. Além disso, as faculdades americanas proporcionam condições muito melhores para as pesquisas.

Como fui para a área de medicina, sempre cruzava com as bonitas enfermeiras no corredor do hospital. Elas davam sempre um sorriso para mim. Isso causava uma boa impressão. No Japão as garotas nem me olhavam e de repente isso mudou, mas me disseram que era apenas um cumprimento. Mas, causava boa impressão. Assim, tanto o riso como o sorriso não faz bem somente ao corpo mas, também melhora o relacionamento entre as pessoas. No antigo Japão, dizia uma música que se as garotas são bonitas, o saquê fica mais gostoso.

A não ser o inglês era um paraíso. Passei por muitas dificuldades por não saber o inglês. Quando novos pesquisadores chegam, os professores os convidam para uma festa em sua casa. Nas festas é preciso conversar, mas não entendia quase nada do que falavam. O que mais me chocou foi ver o cachorro da casa.

O professor de vez em quando conversava com ele. Logicamente em inglês. O cachorro entendia o que o professor falava e logo fazia o que era mandado. Mas, eu não conseguia entender o que o professor falava e pensei ‘o meu inglês está abaixo daquele cachorro'. O meu professor de inglês dizia que se ele fosse aos Estados Unidos não conseguiria falar quase nada. Então, imaginem o meu nível de inglês que aprendi com esse professor.

Após 10 anos na América, tive que começar a dar aulas em inglês. Se não tivesse ido ao exterior, nunca aconteceria de ter que dar aulas em inglês. O ambiente mudou. A situação era outra.

Os alunos americanos não respeitam muito os professores. Durante as aulas, fazem muitas perguntas. Quando entregava as provas, alguns alunos reclamavam da nota baixa. Eu dizia onde estava errado e o aluno respondia que bem nesse assunto, como o meu inglês era ruim, não tinha entendido a matéria. No final do primeiro semestre, faculdade faz uma pesquisa entre os alunos, pedindo a avaliação das aulas e dos professores. O que sei sobre a diferença entre a faculdade japonesa e a americana é que existe um pouco mais de tensão nos Estados Unidos.

Além disso, os professores americanos têm muito senso de humor. Isso era uma coisa que não conseguia imitar. Esforcei-me bastante preparando várias piadas, mas ninguém dava risada e eu ficava sem graça.

Vou contar uma das piadas contadas nas aulas. Foi na aula sobre diabetes. O professor trouxe um tubo de ensaio com algo dentro e disse ‘vocês sabem o que é isso?' Ninguém tinha idéia do que era aquele líquido. O professor continuou ‘a partir de hoje, a aula vai ser sobre diabetes, por isso, trouxe um pouco de urina de um paciente diabético'. O diabetes é o aumento de açúcar no sangue. A palavra diabetes é de origem grega. A diabetes mellitus significa algo doce como um mel. Por isso, essa urina deve estar um pouco doce. Assim, antigamente, os médicos verificavam o sintoma da diabetes deixando a urina do paciente perto de um formigueiro. Como a urina era adocicada, atraía muitas formigas e assim, era diagnosticada a doença.

Havia médicos que lambiam a urina do paciente e se estivesse doce dizia que tinha piorado, se não estivesse dizia que estava melhorando. Um médico deve ser capaz de fazer isso pelo paciente. Dizendo que iria imitar os antigos médicos o professor coloca o dedo no tubo de ensaio e lambe o dedo. Os alunos ficaram espantados e gritaram de susto. O professor diz: ‘os médicos devem ter esta corarem; não custa nada fazer isso; a urina está fresquinha; ela já foi filtrada pelos rins e por isso está bem fresca. Se deixar muito tempo ela se oxida, mas como é fresca todos devem lamber.

Existe uma terapia muito antiga que diz para tomar a urina para manter a saúde. Existe até uma associação internacional da terapia da urina.Uma pessoa que tomava a urina era o líder indiano Ghandi. Todas as manhãs tomava a própria urina. No começo é difícil se acostumar, mas com o tempo passa a achar que é um desperdício jogar a urina fora.

Ultimamente, aconteceu o grave terremoto na China. Houve a notícia de uma pessoa que sobreviveu tomando a própria urina. Quem não tomou acabou morrendo nos escombros.

O professor insiste para que os alunos façam o mesmo. Os alunos não queriam experimentar. Então o professor diz que quem não lamber não teria nota. Sem a nota, não poderiam se formar. Como o professor lambeu e não morreu os alunos tomaram a decisão de experimentar antes da urina se oxidar. Os alunos correram para experimentar. Quando todos terminaram, ele disse: ‘muito bem, vocês foram excelentes; para ser médico é preciso essa coragem, mas isso não é o suficiente; será que todos viram bem os meus dedos? Em primeiro coloquei o dedo indicador, mas depois lambi o dedo médio', disse ele.

O professor diz que para o médico é preciso coragem e também o discernimento lógico. Eu não conseguiria imitar esse professor.

O que aprendi também foi que os americanos fazem piadas em momentos críticos. Certa vez, quando o presidente Bush foi ao Japão em viagem oficial, na noite de recepção, ao se levantar para a saudação, ele caiu e desmaiou. Todos ficaram sem palavras, achando que tinha tido um derrame cerebral. Imediatamente a sua esposa se levantou e disse a todos que na parte da manhã, o seu marido tinha jogado tênis com o imperador. Como ele era um bom tenista, o seu marido tinha perdido todos os jogos. E por causa desse choque é que ele não consegue se levantar. Com essas palavras, a esposa procurou relaxar as pessoas fazendo uma brincadeira, mesmo vendo o seu marido desmaiado. Isso não é para qualquer pessoa.

O que aprendi na América foi o senso de humor. A outra coisa é que os professores universitários vivem em um mundo muito competitivo.

Mesmo sendo ganhador de Prêmio Nobel, isso não significa poder ficar tranqüilo por toda a vida. Surgem comentários que dizem que mesmo um Prêmio Nobel, depois de cinco anos se torna uma pessoa comum. A validade do Prêmio Nobel é de cinco anos. Mesmo que no passado tenha feito grandes pesquisas, se não mostrar outros trabalhos nos próximos cinco anos, a sua verba é cancelada.

Para continuar as pessoas é preciso apresentar o projeto. Mesmo que seja um projeto de um Prêmio Nobel, se não for bom, ele é recusado. Se a verba for cancelada, é como se dissesse para parar as pesquisas. O fim do dinheiro é o fim das pesquisas.

Isso mostra que as universidades americanas são uma sociedade de profissionais. Não sei se esse tipo de sistema é o melhor, mas é o que sustenta o mundo científico americano, ou seja, uma sociedade cheia de competições.

Para os americanos já é difícil, então imaginem para mim como japonês. Passei por situações críticas. Mas por ter vivido nessa sociedade de competições é que hoje tenho e carrego dentro de mim um grande tesouro.

Tive encontros maravilhosos. No mundo das pesquisas, os diversos encontros são os tesouros. Nos Estados Unidos encontrei-me com excelentes pesquisadores. O que percebi é que elas não são orgulhosas. Por isso, mesmo voltando ao Japão, ao ver professores que se orgulham de si mesmos, sinto que ainda falta muito para chegar a ser o melhor.

Por ter bons encontros, pude encontrar também um ótimo tema para a minha pesquisa. Encontrei-me com a enzima causadora da hipertensão arterial. Essa enzima é a renina. Foi a partir disso que a nossa pesquisa tomou um novo rumo. Conseguimos obter e renina em estado puro. Ficamos emocionados com o feito. Os encontros mudaram a sorte na nossa equipe. Assim, durante 20 anos, venho pesquisando sobre a enzima causadora da hipertensão arterial e posso falar muitas horas sobre isso. Vou resumir e falar somente a parte final.

Estávamos fazendo a decodificação do gene dessa enzima. Foi um árduo trabalho. Competimos com grandes laboratórios mundiais. A batalha estava perdida 99,9%. Os concorrentes estavam nos Estados Unidos e na França. A Universidade de Harvard e o Instituto Pasteur. Para esquecer os problemas fui beber cerveja em um bar quando estava em Heidelberg. Foi quando aconteceu um fato extraordinário. Entrou um professor da Universidade de Kyoto.

Senti uma força providencial, pois este professor era um dos conceituados pesquisadores mundiais na decodificação dos genes. O encontro com este professor mudou completamente o rumo de nossa pesquisa. E antes do Centenário do Ocultamento Físico de Oyassama, fomos os primeiros no mundo a decodificar totalmente o gene causador da hipertensão arterial. Ficamos emocionados.

O meu desejo era fazer uma boa pesquisa até o centenário. Até então, como yoboku pensava que era preciso fazer a divulgação e a salvação. Porém, como professor de uma universidade pública, não me era permitido praticar a fé dentro do ambiente de trabalho. Isso porque o meu salário era pago através dos impostos da população. Deveria trabalhar em benefício a toda população. Se passasse a fazer a divulgação como missionário do Tenrikyo, isso causaria um grande problema dentro da universidade. Assim, fiz a determinação de que até o centenário pudesse fazer uma boa pesquisa e que esse resultado pudesse contentar Deus-Parens e Oyassama.

Fazendo a pesquisa sobre a hipertensão arterial, isso ajudaria milhões de pessoas no mundo todo, que sofrem com essa doença. Se pudesse ajudar essas pessoas, com certeza estaria contentando Deus-Parens e Oyassama. Nasceu uma grande força dentro de mim e acho que a minha fé se tornou um pouco mais firme e verdadeira.

Como sou da terceira geração na fé, tenho escutado sobre o Caminho, desde que nasci. Mas, apenas vim ouvindo. A primeira vez que coloquei em prática a determinação espiritual, os três anos, mil dias, o acordar cedo, ser honesto e trabalhador, no campo da pesquisa, conseguimos um resultado gratificante. Foi a partir disso que senti crescer um pouco mais a minha fé.

Durante muito tempo tenho feito a decodificação dos genes. Já decodificamos mais de 16 mil genes. Foi um árduo trabalho. Fizemos a decodificação de mais da metade de todo o gene do arroz. Esse é o orgulho da nossa equipe. De vez em quando, observando os resultados da decodificação, sinto que foi um ótimo trabalho da nossa equipe.

Enquanto fazia a decodificação dos genes, passei a sentir um outro fato. Estávamos maravilhados com a técnica de se fazer a decodificação dos genes. Daqui há 10 anos, no Japão será possível cada pessoa conhecer todo o código genético que possui. Pagando-se 100 mil ienes isso será possível. Sabendo seu código genético e levando isso ao hospital, será possível fazer o tratamento que corresponda ao seu código. Assim, viemos ganhando e perdendo as batalhas com os concorrentes mundiais.

Fazendo a decodificação, a sua técnica é fantástica, mas senti que havia algo mais fantástico ainda. Ao perceber parecia ser algo normal. Antes de decodificar o código, ele já estava escrito. Por estar escrito que é possível de se fazer a leitura. Entre quem escreveu e quem decodificou, qual dos dois é mais importante? É lógico que o mais importante é quem escreveu. A informação contida equivale a milhares de volumes de uma enciclopédia. Recebemos um conjunto do pai e outro da mãe de todas essas informações.

A informação dessa imensa enciclopédia está contida no núcleo de cada célula. Em um lugar microscópico, toda essa informação está contida e mais ainda, está trabalhando sem erros e sem descanso. Se não houvesse esse trabalho, não poderíamos estar vivendo. Esse não é um trabalho humano. Esse é realmente o trabalho realizado por Deus-Parens. Assim, no campo da ciência pude ver perfeitamente o maravilhoso trabalho de Deus-Parens.

Até então, sabia da existência do mundo religioso e outro da ciência e que não estavam relacionados. Entretanto, ao fazer as pesquisas com os genes, percebi o trabalho de Deus-Parens. Para levar adiante as minhas pesquisas, o ensinamento do Caminho foi muito útil. Houve a ajuda mútua entre o ensinamento do Caminho com a ciência. Passei a pensar em me tornar uma ponte entre o Caminho e a ciência. Estar vivo é algo realmente maravilhoso.

Não sou médico, por isso procuro fazer pesquisas com seres simples. Por exemplo, a bactéria E. coli. Podem pensar que é bem simples, mas a E. coli foi de grande ajuda. Graças a E. coli vários cientistas ganharam o Prêmio Nobel. Surgiram centenas de doutores. Não se dizer o quanto esta bactéria foi útil para as nossas pesquisas. Os hormônios e as proteínas humanas, e até a enzima da hipertensão podem ser produzidas a partir da E. coli. A insulina para os diabéticos também é produzida a partir da E. coli. Como isso é possível?

Para quem não sabe, o que falarei é de suma importância e lembrem-se disso. É praticamente o conteúdo da minha palestra. Valerá a pena terem vindo aqui. O que se descobriu é que todos os seres vivos, tanto os microorganismos, os insetos, os vegetais, os animais, incluindo os homens, possuem o mesmo código genético.

E isso não se resume aos seres vivos de hoje, mas vem desde há 3 bilhões e 800 milhões de anos. Desde que surgiram as primeiras células, isso tem continuado até os dias de hoje. Assim, todos os seres vivos estão intimamente ligados pelo mesmo DNA.

É ensinado que todos do mundo são igualmente irmãos. Vendo a história de 3 bilhões e 800 milhões de anos, todos os seres vivos tem uma ligação, podendo ser os nossos ancestrais, parentes ou irmãos. Através da ciência foi possível comprovar que todos os seres vivos estão ligados. É por isso que a E. coli tem sido de grande ajuda e utilidade.

Porém, mesmo reunindo todos os cientistas do mundo e todo o dinheiro, não é possível criar desde a origem uma célula sequer. Por que não é possível criar da origem? Porque não se conhece sobre a origem da vida da uma única célula.

Não sabemos praticamente nada sobre a parte mais importante. Se disser isso claramente, perdemos o valor como cientistas. Isso fere o nosso orgulho. De dia, damos aulas somente daquilo que sabemos.

Sobre os materiais temos um grande conhecimento. Um professor pode dar muitas horas de aulas do que sabe sobre as partes, os materiais. Mesmo reunindo todos os materiais, não é possível dar vida a uma única célula. Não é possível criar da origem uma única célula sequer.

Os seres humanos são formados de aproximadamente 60 trilhões de células e isso está nos livros escolares. Entretanto, até hoje, ninguém contou as células. É uma aproximação. Calcula-se que em um quilo exista um trilhão de células. Verificando o seu peso é possível saber quantas células possui.

Para ficar fácil vamos imaginar 60 trilhões de células. É aproximadamente 10 mil vezes a população mundial de mais de 6 bilhões. Em um corpo humano existem 10 mil vezes a população mundial de minúsculos seres vivos. Apesar de existir mais de 10 mil vezes a população mundial, por que será que não ocorrem guerras e conflitos entre as células? É fantástico. Por que ocorre esse trabalho?

Os médicos dizem que é por causa dos nervos autônomos, mas na verdade não se sabe exatamente o que faz trabalhar os nervos autônomos. Não se tem conhecimento, mas estamos vivendo. As células têm o seu próprio trabalho e também ajudam as outras células. Este trabalho conjunto de ajuda mútua e harmonia não pode ser realizado aleatoriamente, ao acaso. Em algum lugar devem existir as informações. Penso que essas informações estejam contidas nos genes. Os genes, além de fazer 400 tipos de diferentes trabalhos, fazem também a ajuda mútua entre as células. Se não houvesse essa ajuda mútua, os órgãos não funcionariam. E se um órgão não ajudasse o outro, nós não estaríamos vivos.

Nos genes deve estar contido a informação da salvação mútua. Penso que devem existir os genes solidários que fazem a ajuda mútua. E isso pode ser descoberto no século 21. Se for possível, quero fazer essa descoberta. Se isso se concretizar, o ensinamento de Oyassama do mundo da vida plena de alegria e felicidade, do mundo da salvação mútua e da harmonia poderia ser comprovado em parte pela ciência. Gostaria de me tornar uma yoboku para fazer esse trabalho. Até os 130 anos do ocultamento, espero poder concluir esse trabalho. Como ainda está longe, espero ter esses resultados mais cedo.

Estar vivo não é uma coisa banal, mas maravilhosa. Em geral, pensam que é natural estar vivo. Vivem reclamando. Para nós que estudamos os genes e as células, estar vivo é muito gratificante.

Atualmente, no Japão, as pessoas dizem ‘fazer filhos', mas penso que isso é uma grande ‘arrogância humana'. Não se consegue criar nem uma célula da origem, como pode pensar que é capaz de criar um ser humano? Pode-se criar a oportunidade de fecundar o óvulo. Porém, a partir de um único óvulo, durante 38 semanas, o homem não é capaz de escrever um programa que crie uma criança formada de trilhões de células.

É dito que o drama da evolução das espécies vivas de 3 bilhões e 800 milhões de anos acontece em 38 semanas para os seres humanos. Desde a época da vida aquática até a dos insetos e animais, a evolução das espécies tem uma história de aproximadamente 3 bilhões e 800 milhões de anos. Assim, o bebê humano que permanece 38 semanas no ventre materno repete o drama da evolução das espécies de 3 bilhões e 800 milhões de anos. São 3 bilhões e 800 milhões de anos em 38 semanas. É uma velocidade espantosa. Uma semana para a mãe corresponde a um bilhão de anos para o feto. Se a mãe passar um dia embriagada, é como se o bebê passasse 14 milhões de anos bêbado. Como o álcool ultrapassa a placenta, o bebê fica também bêbado. A vida cotidiana da mãe na gestação tem uma grande influência no desenvolvimento da criança.

Outro fato a ser pensado é que o drama da vida que acontece desde a fecundação até a formação do bebê, não é algo que é feito pela força humana. Não há outra maneira de dizer a não ser que é o trabalho de Deus-Parens. Talvez o bebê pertença aos pais, mas não é somente isso. A criança é um maravilhoso presente de Deus-Parens. Para se tornar um ser vivo na face da terra demorou-se 3 bilhões e 800 milhões de anos. Durante todo este tempo, não houve nenhuma interrupção na história da vida.

Os primeiros seres surgiram no mar. Depois, a água do mar começou a ferver pelo calor e muitos seres morreram e alguns sobreviveram. Os ancestrais passaram por isso e subiram para a terra firme.

Em seguida o planeta começa a congelar. Muitos seres morreram de fome e de frio. Mesmo assim, alguns sobreviveram. Logo, vem o período dos dinossauros e são perseguidos e mortos. Essa é a história da evolução das espécies. Durante 3 bilhões e 800 milhões de anos em nenhum momento, houve a interrupção na história dos genes. Por todo esse longo tempo, não houve erros e acidentes até os dias de hoje. Nascer é um fato extraordinário resultante de seqüências milagrosas no decorrer de toda a história da evolução das espécies. Por esse motivo é que a vida é inestimável.

Pensando na vida do planeta, a criança que nasce já tem 3 bilhões e 800 milhões de anos. Graças ao onipotente trabalho de Deus-Parens de 3 bilhões e 800 milhões de anos é que todos os seres existem hoje. Os senhores também experimentem somar na idade mais 3 bilhões e 800 milhões de anos. Envelhecer um ou dois anos não vai fazer diferença. É por isso que a vida é realmente maravilhosa e vim sentindo isso no campo da ciência. A partir de agora, desejo transmitir sobre o trabalho de Deus-Parens para as pessoas.

Até hoje, os religiosos é que vieram transmitindo sobre o trabalho de Deus. Tanto Buda como Jesus deixaram importantes ensinamentos. No século 21, os cientistas também deverão transmitir sobre a providência de Deus-Parens. Desejo me tornar um yoboku que leve essa mensagem para as pessoas.

Com o tempo passaram a ocorrer fatos gratificantes. Tive a oportunidade de me encontrar por duas vezes com o Imperador do Japão e pude falar sobre as minhas pesquisas. Uma vez fui convidado para ir até a sua residência. Senti que poderia fazer a propagação da fé.

Na verdade, a minha avó já dizia para nós, os netos que se fosse possível, queria fazer a divulgação ao imperador. Pensei que a minha avó estivesse louca. Na Era Meiji, o imperador era considerado um deus. Assim, quando fui convidado, lembrei-me das palavras da minha avó. Creio que os antecessores tinham essa força na fé de transmitir a todo o mundo o ensinamento do Caminho.

Na segunda vez, fui convidado para ir até a sua residência. À noite, ao entrar na área do palácio, o motorista se perdeu e como não havia pessoas e nem sinal, ficamos rodando por um tempo. Finalmente encontramos a residência do imperador. Era bem simples e pequena.

Na primeira vez, fui ao palácio que era bem grande e bonito. A sala era pequena. A sala do Dendotyo é bem maior e bonita. Fomos conduzidos à sala de jantar. Esta sala também era bem simples. No jantar estava o imperador, a esposa, a filha Norinomiya, eu e mais duas pessoas.

Foi servido o jantar. A comida foi mais simples do que eu esperava. Como tinha sido convidado, não poderia reclamar da comida. Nos restaurantes de Tokyo, com certeza a comida seria bem mais farta.

Entretanto, fiquei impressionado com a simplicidade. O melhor prato que saboreei naquela noite foi poder estar à mesa junto com eles. Eles são realmente muito agradáveis. O motivo seria a história milenar da família imperial. O casal é bem harmonioso. No início estava um pouco nervoso, mas neste ambiente agradável e ao excelente vinho que foi servido, ficamos bem descontraídos. Até me esqueci que ali estavam o casal imperial.

Na conversa não falei claramente sobre Deus-Parens. Mas como a família imperial é representante do Xintoísmo, mesmo não falando claramente em Deus-Parens, ao explicar que a vida é realmente maravilhosa e que o ser humano não pode criar a vida, com certeza entenderam a minha mensagem. Isso ocorreu depois que decidi ser uma pessoa útil como um yoboku.

Encontrei-me por quatro vezes com o líder espiritual tibetano Dali Lama para debates. O Dalai Lama é uma pessoa fantástica. Ele é muito animado e dá muitas risadas. Quando fomos tirar foto, ele colocou o braço no meu ombro e fez cócegas na minha orelha. Ele disse que como eu fazia pesquisas com o riso, eu deveria dar mais risadas.

Durante mais de 10 anos ele tem feito debates com os cientistas. Entre os atuais líderes religiosos, creio que o Dalai Lama é o único que pode discutir abertamente com os cientistas. Fui durante uma semana em sua residência, em Dharamsala, na Índia participar dos debates. Foi realizado o diálogo entre o budismo e as ciências.

Durante uma semana, na parte de manhã ouve os cientistas e à tarde faz debates. Durante as discussões de repente surge um tema na doutrina budista em que os cientistas discordam. Eles perguntam o que Dalai Lama faria e ele responde que está pronto para mudar a doutrina budista. Ele é o líder espiritual budista. Será que o Papa mudaria tão facilmente a doutrina cristã? Ao perguntar o porquê, ele respondeu que ele é 100% discípulo de Buda, mas a doutrina não foi escrita diretamente por ele. Foram os seus discípulos. Como eles são humanos, não poderia afirmar que tudo que foi escrito há 2 mil anos, não contenha erros. Ele, ao ler a doutrina, encontra trechos que não concorda. É muito sincero. Por isso tem condições de debater com os cientistas.

Para nós existe uma coisa muito gratificante, pois os textos originais do Caminho não foram escritos por um ser humano. São ensinamentos transmitidos diretamente por Deus-Parens. No mundo são os únicos textos originais. É por isso que esta doutrina é considerada o último e derradeiro ensinamento. Tanto no budismo como no cristianismo há bons ensinamentos, mas o último ensinamento é a mensagem diretamente transmitida por Deus-Parens.

Depois de uma semana, já estava cansado. A discussão entre o budismo e a ciência era em inglês e ao final nem tinham mais o que perguntar. Foi quando ele estava com 70 anos e perguntei sem maiores intenções quando ele se sentiu mais feliz. Ele respondeu que o momento mais feliz era aquele momento. Os cientistas deram uma salva de palmas.

Dalai Lama vem debatendo com os cientistas por mais de 10 anos e, na segunda ou terceira vez, veio a notícia do recebimento do Prêmio Nobel da Paz. Muitos repórteres apareceram. Ele disse apenas para esperarem até terminar o debate, pois era um assunto muito importante. Depois disso daria uma entrevista coletiva. Uma outra pessoa que recebesse a notícia do recebimento do Prêmio Nobel, com certeza deixaria a reunião e daria entrevistas.

Sabendo dessa atitude dele é o que cientistas bateram palmas. Eu também bati palmas. Essa atitude tinha um outro significado. O que ele quis dizer é que o momento mais feliz sempre vai ser o agora. Não existe condição para isso. É por isso que ele veio suportando e passando por perseguições e opressões até agora.

Dizem que já foram mortos mais de 1 milhão e meio de tibetanos e milhares de templos foram queimados. Mesmo assim, ele diz que a China é seu professor. Mesmo sofrendo aquelas rigorosas perseguições, ainda é capaz de dizer que a China é seu professor. Tenho certeza que isso é verdadeiro.

Se não houvesse aquela rigorosa perseguição ao seu país, sendo ele o líder do Tibete, não seria conhecido pelo mundo. Quando vai para Nova York, ele reúne 100 mil pessoas no Central Park para ouvirem a sua mensagem de paz. Além de ser um pregador do budismo ele é o pregador da paz.

Encontrando-me com essas pessoas, a minha fé fica cada vez mais fortalecida. Estou com 72 anos e penso que minha vida começa a partir de agora. Estive na universidade até os 63 anos. Entrei na universidade aos 18 e somente saí aos 63 anos. Posso dizer que finalmente aos 63 anos, pude me formar.

De agora em diante, como cientista, gostaria de transmitir a mensagem de Deus-Parens e Oyassama. Além disso, descobrir o gene da vida plena de alegria e felicidade. Para vir ao Brasil, li a história do primeiro primaz Chujiro Otake, no livro ‘Além dos Mares e Continentes'. Fiquei admirado e emocionado com a dedicação do reverendo Otake e dos primeiros mestres que vieram ao Brasil e deram a vida na divulgação e na salvação.

Desejo dar a minha vida também para descobrir os genes da vida plena de alegria e felicidade. Dar a vida por algo parece bem forte e dá uma aparência bem séria. Mas, a expressão que gosto é: dando a vida, mas sempre sorrindo. Isso foi dito pelo professor Hirasawa, na época em que estudava. A pessoa que sempre está rindo dá a impressão que não leva a vida a sério. Agora, aqueles que estão dando a vida, estão sempre sérios e concentrados. Para a vida plena de alegria e felicidade é preciso sempre estar sorrindo, mas dando a vida para isso.

Além disso, viver não é apenas ter vida longa. É viver dando a vida por alguma coisa. Quando a pessoa dá a vida por algo, ela realmente sente um grande entusiasmo. Assim, a partir de agora, pelo fato de receber a graça de Deus-Parens e o apoio do Shimbashira II e de muitas pessoas, desejo retribuir dando a minha vida pesquisando cientificamente o caminho para a vida plena de alegria e felicidade.

Sinto-me imensamente feliz e grato por ter sido convidado para vir ao Brasil e poder palestrar a todos os senhores.

Muito obrigado pela atenção.

 
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